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Estratégia de Vendas

Como atualizar o preço da joia pela cotação do ouro

O ouro subiu e a sua vitrine ainda tem o preço da semana passada. Cada peça vendida assim corrói margem. Veja como atualizar o preço pela cotação sem refazer tudo no olho.

7 min de leituraEquipe Gestão Joias

O ouro fechou em alta pela terceira semana seguida, mas a vitrine da loja ainda exibe o preço calculado quando o grama estava mais barato. Cada anel que sai assim parece lucro: o cliente paga, o caixa entra. O problema aparece na hora de repor, quando a mesma peça custa mais do que você cobrou, e o dinheiro da venda não fecha a conta da próxima compra.

Atualizar preço pela cotação do ouro é o que impede esse vazamento silencioso. Este tutorial mostra o passo a passo para reajustar o preço da joia quando o ouro se move, recalculando pela reposição e não pelo custo histórico. É um método aplicável em joalherias e lojas de semijoias, sem refazer tudo no olho a cada oscilação.

Se ainda não tem a base de precificação montada, comece por aqui: leia também: como precificar joia de ouro por peso, teor e margem

Custo de reposição
É quanto você vai gastar hoje para comprar de novo a mesma peça, considerando a cotação atual do ouro, frete, perda e mão de obra. Difere do custo histórico, que é quanto a peça custou na compra original. O preço de venda deve partir do custo de reposição.

Pré-requisitos: o que ter antes de reajustar

Antes do passo a passo, você precisa da composição de cada peça ou categoria, ou seja, quanto de ouro, quanto de mão de obra e quanto de outros custos ela carrega, e do markup que cobre as suas despesas e o lucro. Sem a composição, não dá para recalcular pela cotação.

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Atualize o valor do grama do ouro

Pegue a cotação atual do ouro para o teor que você trabalha, 18k por exemplo, e registre o novo valor do grama. Esse é o número que muda e dispara todo o recálculo. Use a cotação de reposição, a que o seu fornecedor vai praticar, não a cotação de mercado isolada.

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Recalcule o custo real pela reposição

Multiplique o peso de ouro da peça pelo novo valor do grama e some frete, perda e mão de obra. O resultado é o custo de reposição atual da peça. Ignore o que ela custou quando entrou no estoque: esse número não fecha a conta da próxima compra.

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Aplique o mesmo markup

Sobre o novo custo de reposição, aplique o markup que já cobre as suas despesas fixas, comissão, perdas e lucro alvo. Manter o markup constante e mover só o custo é o que preserva a margem estável quando o ouro varia. Preço de venda igual a custo de reposição vezes markup.

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Reajuste por categoria, não pelo percentual do ouro

Não aplique a alta do ouro como um percentual único sobre todos os preços. Peças com mais mão de obra e menos ouro sobem menos; peças mais pesadas sobem mais. Reajustar por composição, agrupando por faixa de peso, mantém a margem certa em cada tipo de peça.

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Separe o estoque de escoamento

Peça que você não vai repor, em fim de linha ou queima, sai do recálculo pela reposição. Para ela, precifique pelo giro, pelo que faz a peça sair. Misturar escoamento com estoque corrente distorce tanto a margem quanto a leitura de quanto a vitrine está defasada.

Custo de reposição
A base correta do preço quando o ouro varia, não o custo histórico da peça em estoque

Erros comuns ao reajustar pela cotação

O método só protege a margem se você evitar as armadilhas que fazem o reajuste parecer feito e a conta continuar errada.

  1. Reajustar pelo percentual de alta do ouro em vez de recalcular pela composição. Distorce a margem em peças com proporções diferentes de metal e trabalho.
  2. Manter o preço do estoque antigo achando que custo baixo é lucro. Você vende um item que vai custar mais para repor.
  3. Esperar acumular várias altas para reajustar de uma vez. Quanto mais tempo defasado, mais peça vendida abaixo do custo de reposição.
  4. Reajustar a vitrine e esquecer a tabela da maleta e do catálogo. Preço defasado em campo vaza margem do mesmo jeito.

Para não errar o multiplicador no recálculo: leia também: markup vs margem, a diferença que custa lucro

Próximos passos: manter o preço sempre vivo

Reajustar uma vez não basta. Enquanto o ouro oscilar, o preço precisa acompanhar. O desafio prático é a escala: em vitrine com centenas de referências, recalcular peça a peça a cada movimento do ouro é inviável manualmente, e é onde a defasagem se instala.

A Joia AI do Gestão Joias atualiza o preço de venda quando a cotação do ouro muda, recalculando a partir da composição de cada peça e do markup definido, e mantém a margem estável sem trabalho repetido. A ferramenta executa em segundos o que este tutorial descreve, em massa, para que joalherias e lojas de semijoias nunca vendam com o preço defasado de uma cotação que já passou.

Pronta pra aplicar isso na sua loja?

O Gestão Joias resolve, em produto, o que esse artigo apresenta em processo.

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